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  • Procissão de Pentecostes atrai mais de 15 mil pessoas em Mogi

    26.05.15 - 10:22 | Notícias, Notícias da Festa

    Foto: Natalia AMSCHINGER

    Foto: Natalia AMSCHINGER

    Milhares de devotos passaram sobre o tapete ornamental feito por entidades esportivas e estudantes da Cidade que levava à Catedral de Santana com cânticos e orações

    O Dia de Pentecostes, último dia da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, uma das festas máximas da Igreja Católica, conforme ressaltou o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, durante a Santa Missa, na noite de domingo (24/05), reuniu aproximadamente 15 mil pessoas. Um grupo de 1,3 mil pessoas, entre rezadeiras, grupos de Congada, Moçambique e Marujada, Irmandades de São Benedito, jovens vestidos de arcanjos, tocheiros, devotos com suas bandeiras, festeiros, ex-festeiros, capitães de mastros, além dos atiradores do Tiro de Guerra carregando o andar do Divino, compuseram a procissão, marcada pela fé e pela reza dos sete dons e pelos belos tapetes, confeccionados por escolas das redes pública e particular, universidades, clubes, empresas e famílias mogianas, que se dedicam com devoção a esse momento da festividade.

    No dia em que se celebra a descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Cristo, a procissão realiza sete paradas em altares montados pelos fiéis que esperam a palavra do bispo diocesano. Em cada parada, um dom. E, em cada parada, uma pomba branca é solta pelas mãos do bispo, em direção aos céus. A primeira pausa foi no imóvel adornado para lembrar o dom da Sabedoria. A dona de casa Angélica Camargo, moradora da Rua Dr. Corrêa, 516, estava radiante porque o bispo a chamou pelo nome: “É a primeira vez que ele fala”. Este é o quinto ano que a residência de Angélica serviu de parada para a procissão.

    O altar para o dom do Entendimento estava montado no Santuário Diocesano Senhor Bom Jesus e o do Conselho, na residência de Terezinha de Jesus da Silva Melo, no número 513 da Rua Ricardo Vilela. Neste ponto, o bispo pediu pelos enfermos. A parada para o dom da Fortaleza foi nessa mesma via, na casa de Mauro Ottoni Martins e Dina Marcatto Ottoni Martins, festeiros em 1986 e capitães de mastro no ano seguinte. Já o dom da Ciência, onde o bispo clamou pelos cientistas, foi montado na casa da família de Dirce Alabarce, também na Ricardo Vilela, 281. Nesse local, ao invés de a pomba ir para o alto, foi parar em cima da cabeça do técnico de atendimento ao cliente José Pantaleão de Jesus Filho, de 62 anos. Ele estava praticando um de seus hobbies, a fotografia, quando foi surpreendido: “Eu sempre acompanho a procissão. Foi uma emoção grande”. O sexto dom, o da Piedade, ainda na Rua Ricardo Vilela, foi na casa de Terezinha dos Santos. O relógio já marcava 17h45 quando a procissão parou na altura do número 352, na Rua Doutor Wertheimer, o calçadão, para a parada no altar Temor a Deus, o último dom. Na calçada, estava a devota Elvira Mármora, de 105 anos. Ela diz que acompanha a festa desde criança. Neste endereço, o bispo destacou que quem tem temor a Deus vive muito, assim como a dona Elvira. De lá, a procissão seguiu rumo à Catedral de Santana, onde os oito grupos folclóricos já aguardavam na frente do altar a chegada do bispo para a celebração da Santa Missa. Os representantes de cada grupo receberam as bênçãos de dom Pedro Luiz e deixaram a igreja.

    Ao término da solenidade, acompanhada por cerca de 1,5 mil pessoas na igreja, e quase 200 do lado de fora – eles assistiram a missa por meio do telão -, o bispo, que a presidiu, concelebrada com os padres Thiago Cosmo e José Luis de Zayas, dos Arautos do Evangelho, e os festeiros Célio Roberto Cunha Mello e Maria Isabel da Silva Mello e capitães de mastro Marcelo e Sueli Braz, saíram da igreja e atravessaram a rua, seguindo para a Praça Coronel Almeida, onde estavam os tambores para a queima dos pedidos feitos pelos devotos, que haviam sido entregues às rezadeiras após as rezas nas residências dos fiéis. “A oração é a base de um bom trabalho, por isso vocês estão na base da Festa do Divino”, destacou o padre Thiago.

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    Foto: Natalia AMSCHINGER

    Agradecimento

    Antes de terminar a solenidade, dom Pedro agradeceu ao padre Thiago, que, de acordo com ele acompanhou esta edição da festividade, com empenho e dedicação, em um trabalho iniciado um dia após o término da festa do ano passado (2014): “Agradeço a ele, todo esse trabalho que faz em meu nome, junto à Associação Pró-Festa do Divino e à festa”. O padre Thiago, por sua vez, ressaltou o seu agradecimento a todos os colaboradores por meio do Salmo 16: “Queremos agradecer, recordando a palavra do salmista: ‘Como retribuirei ao Senhor todo o bem que Ele me fez? Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor’ [Sl. 1-16]. A Santa Missa é o maior agradecimento que podemos fazer, à Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) todo o nosso louvor e adoração”, disse o padre bastante emocionado.

    Após a missa e a queima dos pedidos, o Império do Divino Espírito Santo teve as cortinas cerradas, simbolizando efetivamente o fim da Festa do Divino Espírito Santo deste ano de 2015 em Mogi das Cruzes.

    Maria Salas
    Assessoria de Imprensa da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes de 2015

     

     

     

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