• Notícias
  • Despedida | Alvorada reúne dois mil fiéis

    25.05.15 - 16:47 | Notícias, Notícias da Festa

    Foto: Maria Salas

    Foto: Maria Salas

    Devotos acompanharam em peso o último cortejo que louva o Divino Espírito Santo no amanhecer de mais um dia

    O período que antecedeu o final da secular festividade religiosa e folclórica, a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes começou às 5 horas, quando foi realizada a nona e última Alvorada da festividade. A última Alvorada foi conduzida pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, e pelo padre Thiago Cosmo da Silva, assessor eclesiástico da Festa do Divino, que estavam bastante emocionados.

    A procissão do amanhecer reuniu aproximadamente duas mil pessoas, entre bebês de carrinho, de colo, crianças,jovens, adultos, idosos, em uma manhã fria, gelada. O dia demorou para clarear, como se não quisesse que ele começasse, pois se começa tem de terminar e, se termina, é chegada a hora de fechar as cortinas. O percurso também foi mais longo e neste domingo, Dia de Pentecostes, a Alvorada fez uma parada nos fundos da Igreja da Ordem Primeira do Carmo para a Cerimônia do Fogo. No local, um rito simbolizava a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos.

    Para se ter uma ideia da dimensão de multidão, os fiéis chegaram “a abraçar” a Catedral de Santana e todo o seu complexo, no domingo último, conforme observou e registrou o historiador e professor Glauco Riccieli. “É como se todos estivessem agradecendo pelo café abençoado”. Riccieli participou de todas as Alvoradas, fotografando-a e eternizando esse momento de fé e devoção do evento religioso. Para ele, a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes resume na sua essência lados que se completam: a fé e cultura.

    “A religiosidade do nosso povo expressada na Alvorada é emocionante, devotos de varias idades, da cidade e do campo, todos juntos numa só profissão de fé. Devotos empunhando suas bandeiras de diversas formas e desenhos, simples mas feitos pelas mãos e o coração”, pontua. De acordo com ele, a expressão cultural remonta inúmeros elementos da tradição caipira, tropeira, portuguesa e africanos, fonte de estudo realizadas décadas atrás por grandes pesquisadores como Mario de Andrade, Claude Lévi-Strauss e Luis Câmara Cascudo. “O ponto crucial desta cultura observamos na Entrada dos Palmitos, as danças e os batuques da Congada se completa com o gemido dos carros de boi. Pensar hoje num mundo tão moderno e preservarmos esses elementos, não tem explicação, apenas entendo como resultado de fé do nosso povo mogiano. Evento único no Brasil e que devemos lutar que órgãos como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o reconheça como Patrimônio Cultural do Brasil e da Humanidade.

    Foto: Maria Salas

    Foto: Maria Salas

    “Nós vemos a presença do Espírito Santo agindo em todos os aspectos. Tudo, aos poucos, foi sendo recuperado”, diz o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, agradecido pela grande presença de devotos nas Alvoradas e nas missas da novena. Foram realizadas nove procissões, sempre às 5 horas, e ele só não participou de duas. “Nós encerramos a Alvorada, na verdade, todos emocionados de ver tanta gente, tanta participação e fé, mas principalmente uma expressão tão grande de fé e a concretização do que diz o lema da festa deste ano, ‘Família: fonte de amor e santidade'”, ressalta.

    Maria Salas
    Assessoria de Imprensa da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes de 2015

     

     

    Notícia anterior:
    Próxima notícia:

    ^ topo

    Associação Pró-Festa do Divino Espírito Santo
    Av. Francisco Rodrigues Filho, 1232 • CEP 08773-380 • Mogilar • Mogi das Cruzes • SP
    Telefone/Fax: (11) 4790-6835 • contato@festadodivino.org.br

    Fale Conosco | Créditos | Condições de Uso